Clínica da Dor da Univali estima redução superior a 60% da dor orofacial em até quatro sessões
Projeto em São José integra terapia neural e ozonioterapia em atendimentos personalizados na Be Dental School

Foto: iStock / gorodenkoff | #PraTodosVerem: Imagem de uma mulher sentada em um escritório moderno, segurando a cabeça com as mãos em sinal de cansaço ou dor.A Universidade do Vale do Itajaí (Univali) inicia, na Grande Florianópolis, um projeto clínico voltado ao atendimento de pacientes com dor orofacial. “Quem convive com dor na face, na cabeça e no pescoço – daquelas que atravessam o dia, interferem no sono, na fala e na rotina – sabe o que é lidar com um desconforto contínuo que compromete a qualidade de vida”, afirma o coordenador do projeto, professor Cesar Dantas Guimarães.
A Clínica da Dor reúne diferentes abordagens terapêuticas em um mesmo atendimento e trabalha com a expectativa de reduzir mais de 60% do desconforto em até quatro sessões.
Com capacidade inicial para seis pacientes por período, os atendimentos são realizados mediante agendamento e baseados em avaliação clínica detalhada. Cada sessão, com duração média de 30 minutos, parte da escuta do paciente e da análise do histórico – anamnese, exames e manifestações atuais – para definição de condutas individualizadas, sem protocolos fixos. O objetivo é atuar na origem da dor, promovendo o reequilíbrio do sistema nervoso autonômico e a modulação dos processos fisiológicos envolvidos na percepção dolorosa.
Os atendimentos ocorrem semanalmente na Univali Be Dental School, iniciativa educacional da instituição dedicada à formação avançada em odontologia.
Para quem é o atendimento
O projeto atende moradores da Grande Florianópolis e de Santa Catarina que convivem com dores persistentes, especialmente na região orofacial. Estão entre os casos acompanhados condições como enxaqueca, bruxismo, disfunções da articulação temporomandibular (DTM), dores cervicais, neuralgias, parestesias, paralisias faciais, necrose óssea e de tecidos moles, além de dores persistentes mesmo após intervenções anteriores.
Casos odontológicos convencionais, como inflamações e infecções dentárias, seguem sendo tratados em outras frentes já contempladas na clínica-escola.
Como o tratamento acontece
A proposta clínica articula duas frentes complementares. A terapia neural atua sobre o sistema nervoso por meio de aplicações em pontos específicos intrabucais, além de regiões da cabeça, do pescoço e de outras partes do corpo associadas à dor, como pontos de acupuntura, cicatrizes, gânglios e pontos gatilho. O objetivo é harmonizar o sistema nervoso autonômico, reduzir padrões persistentes de dor e favorecer o restabelecimento do equilíbrio funcional do organismo.
A segunda ferramenta terapêutica é a ozonioterapia, que consiste na aplicação de ozônio em diferentes formas – gás, água e óleo. O recurso é utilizado pelo seu potencial de indução da resposta antioxidativa com potente ação anti-inflamatória, contribuição para a oxigenação dos tecidos e ação antimicrobiana. O procedimento é realizado com tecnologia da empresa Philozon, pioneira na fabricação de geradores de ozônio para uso odontológico e a primeira empresa a obter o registro da Anvisa para esta prática.
“Buscamos criar condições para que o próprio organismo seja fortalecido e encontre o equilíbrio para o restabelecimento da saúde. O ozônio funciona como um estímulo que desencadeia respostas biológicas, fisiológicas e metabólicas importantes. Quando bem administrado, contribui para reorganizar processos desregulados e impacta diretamente na fisiologia da dor”, explica o professor Cesar.
Acompanhamento contínuo
Cada paciente é acompanhado de forma contínua. Antes da primeira sessão, é realizado um levantamento detalhado do histórico clínico. Ao longo do processo, a evolução do quadro orienta os ajustes nas condutas.
Registros de imagens termográficas podem ser utilizados para mapear a dor e acompanhar sua evolução. “Após cada atendimento, o paciente relata como se sentiu nos dias seguintes. Esse retorno orienta os próximos passos”, afirma Guimarães.
Como o tratamento envolve a modulação do sistema nervoso autonômico, também são atendidos quadros de paralisia (interrupção do estímulo nervoso motor) e parestesia (redução do estímulo nervoso sensitivo).
Foto: iStock / Martin Philip | #PraTodosVerem: Foto em close de uma mão com luva cirúrgica azul apontando para exames de imagem do cérebro em uma tela.Casos de necrose de tecidos moles ou óssea também podem ser incluídos, considerando a dor associada e o potencial de resposta na regeneração tecidual das abordagens terapêuticas adotadas.
“A dor persistente passou a ser compreendida como uma condição que exige acompanhamento contínuo. Iniciativas que combinam diferentes abordagens e mantêm o paciente no centro do processo ampliam as possibilidades de resposta e contribuem para a retomada da rotina”, afirma o diretor da Univali Be Dental School, professor Gustavo Coura.
Segundo ele, ao integrar conhecimento acadêmico, prática clínica e acompanhamento contínuo, o projeto amplia o repertório terapêutico disponível à comunidade e consolida um espaço em que ciência e prática assistencial atuam de forma articulada.
Na Univali Be Dental School, os procedimentos são realizados por profissionais em formação, sob supervisão de professores especialistas, unindo aprendizado clínico e atendimento à população. A estrutura também funciona como campo de pesquisa e desenvolvimento de técnicas.
Saiba mais
Os atendimentos ocorrem às terças-feiras, das 14h30 às 17h, na Univali Be Dental School, em São José, com agendamento prévio e até seis pacientes por período. Cada sessão dura cerca de 30 minutos.
O valor por sessão é de R$ 400. Registros fotográficos intra e extraorais custam R$ 200 e exames termográficos têm valor a confirmar.
Informações:
- Univali Be Dental School
Telefone: (48) 3211-2014
WhatsApp: (48) 99107-2148


