Comitê recomenda que área de pesca da sardinha seja ampliada até o Chuí
Autorização para renovação da frota pesqueira, também foi pauta durante encontro

A Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Campus Professor Edison Villela (Itajaí), recebeu a reunião do Comitê Permanente de Gestão da Pesca e do Uso Sustentável dos Recursos Pesqueiros Pelágicos das Regiões Sudeste e Sul (CPG Pelágicos - Sudeste/Sul), que desenvolve trabalhos para a gestão de recursos pesqueiros. Na ocasião, foi recomendada a expansão da área de pesca da sardinha até o Chuí (RS) e a permissão para renovação da frota pesqueira por embarcações mais atualizadas. O encontro ocorreu na segunda (1) e na terça (2).
O pesquisador da Univali, professor Paulo Ricardo Schwingel, que coordena o grupo técnico-científico (GTC Pelágicos) do Comitê, explica que a partir da recomendação do CPG Pelágicos - Sudeste/Sul, os Ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e da Pesca e Aquicultura (MPA) avaliam a viabilidade jurídica da proposta e, se acatada, publicam uma instrução normativa para regulamentar e oficializar a mudança na prática.
Sardinha
Sobre a pesca da sardinha, atualmente, a captura é permitida do Litoral do Rio de Janeiro (RJ) até Laguna, no Sul de Santa Catarina. O professor Schwingel explica que a ampliação da área de pesca até o Extremo-Sul do país se faz necessária porque a espécie está expandindo sua área de distribuição. “A mudança no comportamento da sardinha se dá pelo efeito das mudanças climáticas, que resultam no aquecimento da temperatura dos oceanos.", justifica.
Renovação da frota
Outro assunto levantando na última reunião do CPG Pelágicos - Sudeste/Sul e que deve impactar o segmento pesqueiro, aponta Schwingel, são mudanças relacionadas à renovação da frota pesqueira.
“O Comitê aprovou uma recomendação que permite a renovação de frota utilizando a mesma licença, desde que mantidas as mesmas características de capacidade de carga da embarcação. Atualmente, um barco só pode ser substituído mediante um sinistro grave, como naufrágio ou incêndio, por exemplo. Se sair uma normativa acatando esta recomendação, o armador poderá trocar a embarcação por um modelo com mais tecnologia, segurança e conforto para a tripulação.", esclarece.
Pesca da tainha e do peixe-espada
A gestão da pesca do peixe-espada, capturado na região Centro-Norte de Santa Catarina, também foi abordada na reunião do CPG Pelágicos - Sudeste/Sul. Schwingel conta que pesquisadores da Univali estão realizando estudos que poderão contribuir para o ordenamento e manejo sustentável da pesca da espécie, que vem crescendo devido à demanda para a exportação.
Além disso, durante o encontro também ficou definido que a reunião que tratará sobre a definição da cota de pesca da tainha para a safra 2026, será realizada no mês de dezembro.
Saiba mais
O grupo CPG Pelágicos - Sudeste/Sul desenvolve trabalhos para a gestão de recursos pesqueiros. É integrado por pesquisadores especializados, representantes dos Ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima, da Pesca e Aquicultura, do Trabalho e Emprego e das Relações Exteriores do Brasil, da Marinha do Brasil, de Organizações Não-Governamentais (ONGs), da indústria da pesca, entre outros.
Comitê recomenda que área de pesca da sardinha seja ampliada até o Chuí_8.9.2025.jpg#ParaTodosVerem: Fotografia mostra grupo de pessoas reunidas em uma sala. Eles estão de pé e posam para a foto em frente a uma projeção. Imagem na tela mostra mais pessoas participando do encontro via ferramenta on line.
#ParaTodosVerem: Fotografia mostra grupo de pessoas reunidas em uma sala. Eles estão de pé e posam para a foto em frente a uma projeção. Imagem na tela mostra mais pessoas participando do encontro via ferramenta on line.“De modo geral, os organismos classificados como pelágicos são aqueles que estão na coluna d'água e formam cardumes, como sardinha, tainha, anchova, peixe-espada, em geral, espécies muito importantes para o setor pesqueiro catarinense", esclarece Schwingel.
Mais informações: com o professor Paulo Ricardo Schwingel - schwingel@univali.br.



