De mostra acadêmica a festival nacional: Tainha Dourada chega à 15ª edição
Em comemoração aos 15 anos de Produção Audiovisual da Univali, programação gratuita reúne estudantes, cineastas e profissionais entre 5 e 7 de outubro

Foto: Dales Hoeckesfeld #ParaTodosVerem: Fotografia mostra câmera registrando três pessoas sentadas em um sofá, com balões pretos distribuídos ao fundo.O Festival Nacional de Cinema Universitário Tainha Dourada chega à 15ª edição na segunda-feira (5), em Itajaí, reunindo produções universitárias e profissionais de diferentes regiões do Brasil e celebrando os 15 anos do Curso Superior de Tecnologia (CST) em Produção Audiovisual da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). De 5 a 7 de outubro, o Campus Professor Edison Villela (Itajaí) recebe mostras competitivas, exibições, oficinas e encontros abertos à comunidade, em uma programação gratuita que aproxima estudantes, realizadores e profissionais do mercado audiovisual.
Criado em 2012 para exibir os trabalhos da primeira turma do curso, o Tainha Dourada acompanhou a própria expansão da formação em audiovisual na Univali. A iniciativa acadêmica passou a receber produções de estudantes de outras instituições, transformou-se em mostra competitiva e, em 2025, incorporou categorias profissionais. A edição deste ano reúne quatro modalidades: Curta Universitário Catarinense, Curta Universitário Nacional, Curta Profissional Catarinense e Curta Profissional Nacional.
A trajetória também revela o percurso de obras que nasceram em atividades acadêmicas e alcançaram outros espaços de exibição. Entre elas Suposto Fim, de Gustavo Kolan; O Livro da Capa Preta, de Brenda Hack Poloni e Marcela Goudinho; Nossa Terra, de Samuel Moreira e José Alves; As Faces de Ali, de Diana Griebler; Sonido, de Gabriela Kaiser; Descontinuado, de Nicole Cunha e Juliane Borassato; Être, de Yohana Fukui; e Emaranhado, de Francine Romani, entre outros trabalhos realizados por egressos do curso.
Formação e produção audiovisual
"O Tainha Dourada nasceu para valorizar as histórias que nossos estudantes tinham para contar e dar visibilidade ao trabalho desenvolvido durante a formação. Ao longo desses 15 anos, acompanhamos o amadurecimento das produções, surgimento de novos realizadores e a construção de trajetórias profissionais que começaram nas salas de aula e nos nossos estúdios. Hoje, o festival é também um espaço de encontro, troca de experiências e circulação de obras que expressam a diversidade. Celebrar essa história é reconhecer o talento dos estudantes e de todos que ajudaram a construir o festival", destaca a professora do curso de Produção Audiovisual e integrante da comissão organizadora do festival, Denise Serafini.
Ao longo dos 15 anos do curso, a formação em Produção Audiovisual contribuiu para a atuação de profissionais em áreas como cinema, televisão, publicidade, produção de conteúdo digital, direção, fotografia, roteiro, montagem e produção executiva. Parte dessa trajetória está registrada nos próprios filmes produzidos durante a graduação, alguns deles exibidos em festivais e mostras e inseridos posteriormente nos percursos profissionais de seus realizadores.
"Celebrar os 15 anos do curso é reconhecer uma trajetória construída por professores, estudantes, egressos e profissionais que acreditam no potencial do audiovisual. O Tainha Dourada faz parte dessa história porque proporciona aos acadêmicos a experiência de apresentar seus trabalhos ao público, participar de uma mostra competitiva e estabelecer contato com realizadores de diferentes regiões do país", ressalta o coordenador do curso de Produção Audiovisual da Univali, professor Robson Freire.
"Ao mesmo tempo, o festival amplia a visibilidade da produção audiovisual catarinense e contribui para aproximar a formação universitária das transformações e das oportunidades do mercado", complementa. Segundo ele, o encontro entre estudantes, egressos, professores e profissionais também evidencia como a experiência acadêmica pode acompanhar diferentes etapas da atuação no audiovisual, da realização de um primeiro curta-metragem à inserção profissional no setor.
Foto: Tainha Dourada/Divulgação #ParaTodosVerem: Fotografia mostra pessoas sentadas em cadeiras voltadas para uma tela com a palavra “congrats!” projetada, em um espaço com iluminação artificial e banner ao lado.Mostras competitivas
Nas modalidades universitárias, os filmes concorrem em categorias como Melhor Documentário, Melhor Ficção, Melhor Roteiro, Melhor Direção, Melhor Fotografia, Melhor Áudio, Melhor Edição e Melhor Direção de Arte. O regulamento também prevê Melhor Animação e Melhor Curta Produzido com Inteligência Artificial. Nesta edição, não houve obras selecionadas na categoria de animação e não foram recebidas inscrições para a categoria de inteligência artificial.
As modalidades profissionais têm premiações para Melhor Curta Catarinense e Melhor Curta Nacional. Os trabalhos são avaliados por uma comissão julgadora formada por profissionais do mercado, considerando características artísticas e técnicas das produções.
A composição das mostras mantém a produção universitária no centro da programação e amplia o espaço de circulação para obras profissionais.
Foto: Divulgação | #PraTodosVerem: A foto exibe uma fileira de troféus dourados no formato de peixes alinhados sobre uma mesa preta diante de uma tela de projeção.Programação
A abertura oficial será realizada na segunda-feira (5), às 19h, no auditório do curso de Farmácia, no Bloco E1 do Campus Professor Edison Villela (Itajaí). A cerimônia marca os 15 anos do curso de Produção Audiovisual e a trajetória do Festival Tainha Dourada.
Às 20h15, será exibido o curta-metragem Notícias da Lua, dirigido por Sérgio Azevedo. Às 20h30, a equipe da produtora Café Preto participa de um bate-papo sobre o filme, que conta com a participação da egressa do curso Maria Eduarda Gomes. A primeira noite termina com o início da mostra competitiva, às 21h15, com exibição dos curtas da modalidade profissional catarinense.
Na terça-feira (6), três oficinas integram a programação. Das 13h30 às 15h, Giulia Galvão Lobo conduz Criação de Personagem: Criatividade e Expressão. Das 15h30 às 17h, Arthur Wagner Russi e Augusto Niehus Tives ministram Edição e Montagem: a edição como construtora de narrativa. Das 18h às 20h, a diretora de arte e cenógrafa Josiane Silva apresenta Entre o papel e a tela: a arte de transformar histórias em cenários, com abordagem sobre os processos de criação visual de produções audiovisuais.
As sessões competitivas das mostras universitária nacional e profissional nacional começam também na terça-feira, às 18h30, e seguem durante a noite.
Na quarta-feira (7), a partir das 18h30, a programação reúne os curtas da modalidade universitária catarinense. Às 20h30, a cerimônia de premiação encerra as atividades com a entrega do troféu Tainha Dourada aos trabalhos selecionados pela comissão julgadora.
- Informações e inscrições: univali.br/eventos/10351
Conheça e acompanhe: @tainhadourada























