Ecossistema de Inovação de Florianópolis é tema de pesquisa
Estudo foi desenvolvido no pós-doutorado da Univali

A aluna do Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGA), da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Nilvane Boehm Manthey, apresentou o resultado da sua pesquisa sobre o Ecossistema de Inovação de Florianópolis ao Conselho Municipal de Inovação (CMI) da cidade. A apresentação ocorreu durante a reunião extraordinária do CMI, realizada na quinta, 3, e teve como objetivo compartilhar os resultados do estudo bem como discutir caminhos para fortalecer o ecossistema.
A pesquisa de pós-doutorado, intitulada como "Conhecimento, capital baseado em capacidade absortiva e a capacidade inovativa em ecossistemas de inovação de Florianópolis", foi orientada pelo professor do PPGA da Univali, Carlos Ricardo Rossetto.
#ParaTodosVerem: Fotografia mostra ambiente de sala de aula com pessoas sentadas atrás de mesas. Uma mulher fala ao microfone, ao lado de uma projeção. Segundo a autora, a pesquisa teve como objetivos compreender a relação entre conhecimento e capacidade de absorção e o impacto disso na inovação regional. “Além disso, buscamos identificar como as intercapacidades se conectam para gerar inovação e quais são os indicadores que podem orientar estas políticas", afirmou Manthey.
Para o pesquisador Rossetto, os resultados do estudo demonstram o papel central das universidades na formação de capital humano qualificado e no fornecimento de conhecimento técnico e científico para a inovação em Florianópolis. “Além disso, a pesquisa também evidenciou a importância da formação híbrida, aprendizado contínuo, competências interpessoais, redes informais e da infraestrutura de parques tecnológicos, incubadoras e hubs de inovação - a exemplo do Sapiens Park, Acate e LinkLab", ressalta.
#ParaTodosVerem: Fotografia mostra homem, de pé. Ele segura um microfone e está posicionado ao lado de uma projeção. O orientador do estudo afirma ainda que a pesquisa evidencia a existência de uma lacuna, entre a atualização curricular em tecnologias emergentes e a velocidade em que ocorrem as mudanças no mercado. Para o professor, esse dado reforça a urgência de alinhar a formação acadêmica às demandas atuais. “A pesquisa sugere fortalecer parcerias entre universidades, empresas e governo, estimular redes colaborativas e investir em ambientes de inovação para expandir o conhecimento."
O responsável pela Diretoria de Inovação e Empreendedorismo da Univali, Fábio Zabot Holthausen, articulou para levar os dados da pesquisa ao conhecimento do CMI e destaca a importância de levar à sociedade o conhecimento gerado dentro das Universidades. "Além do nosso compromisso com a produção do conhecimento, aqui na Univali nós também levamos a sério a missão de garantir a sua aplicação no mercado, pois sabemos que eles são capazes de gerar impacto no desenvolvimento de toda a região", afirmou.
Fomento
O estudo, desenvolvido ao longo de 24 meses, foi financiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (Fapesc), via edital Fapesc/CNPQ Nº 38/2022 - Programa de Apoio à Pesquisa Aplicada para Fixação de Jovens Doutores em Santa Catarina.



