“Só tem história para contar quem vive”: Isaura Longo discute longevidade e etarismo em podcast da Univali
Professora aborda estereótipos do envelhecimento, relações de trabalho e novos modelos de convivência

#PraTodosVerem: A foto mostra duas mulheres sentadas em torno de uma mesa branca com microfones, enquanto a mulher da esquerda gesticula com a mão aberta.A longevidade transforma relações de trabalho, consumo, comunicação e escolhas de vida. No sétimo episódio da primeira temporada do podcast Vale a Conversa, da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), a professora Isaura Maria Longo discute como a chamada geração prateada redefine o envelhecimento e desafia estereótipos associados à idade. A conversa aborda etarismo no mercado de trabalho, pressão estética pela juventude, riscos de concentrar a vida social na carreira e alternativas de moradia que combinam autonomia e convivência.
Doutora em Educação, com mais de 30 anos de dedicação às áreas da comunicação e da linguagem, Isaura tem 42 anos de atuação no ensino superior. Na conversa, ela relaciona a própria trajetória às mudanças que acompanham o envelhecimento, incluindo a necessidade de aprender novas tecnologias, ampliar conhecimentos e interagir com diferentes gerações.
Geração prateada e os limites dos estereótipos
O conceito de geração prateada, associado especialmente às pessoas com 60 anos ou mais, amplia a discussão sobre envelhecimento e presença desse público na sociedade. A mudança exige atenção à forma como as pessoas mais velhas são representadas pela publicidade, mídia e organizações.
Durante o episódio, Isaura chama a atenção para dois estereótipos que aparecem na comunicação: o idoso retratado como frágil, doente e dependente e a figura do chamado superidoso, que precisa demonstrar desempenho extraordinário para ter seu protagonismo reconhecido.
A discussão também alcança a pressão estética pela juventude permanente, tema explorado pelo filme A Substância, e a liberdade de cada pessoa para decidir como deseja se apresentar. “Só tem história para contar quem vive”, afirma, ao destacar a importância de reconhecer as experiências acumuladas ao longo da vida e respeitar as transformações do corpo.
#PraTodosVerem: A foto mostra uma mulher com casaco claro sentada em frente a um microfone, gesticulando com as duas mãos erguidas.Trabalho, vínculos e novas formas de morar
A permanência no mercado de trabalho por mais tempo amplia as possibilidades de realização profissional, mas também exige atenção à vida pessoal. Na conversa, a professora analisa como a dedicação excessiva à carreira pode restringir relações de amizade, convívio familiar e experiências fora do ambiente profissional.
Quando toda a rotina se organiza em torno da carreira, outras dimensões da vida podem perder espaço, justamente em um período em que as pessoas também buscam novos interesses, relações e formas de participação social.
Nesse contexto, o cohousing, modelo de moradia que combina espaços privados com ambientes e atividades compartilhados, aparece como uma alternativa para ampliar a convivência e preservar a autonomia.
#PraTodosVerem: A foto mostra duas mulheres sentadas em lados opostos de uma mesa com microfones e canecas, sorrindo uma para a outra.Sobre sonhar e celebrar
Ao encerrar a conversa, Isaura relaciona o envelhecimento à continuidade dos projetos pessoais e da aprendizagem. Aos 66 anos, ela permanece motivada pela curiosidade e vontade de conhecer, características que orientam sua atuação profissional e sua relação com a vida.
“Sonhar é o primeiro passo. Sonhe, planeje, execute e celebre”, recomenda.
A reflexão sintetiza uma das questões centrais do episódio: como construir uma sociedade que reconheça a diversidade das experiências de envelhecimento e permita que pessoas de diferentes idades participem da vida social, profissional e cultural.
#PraTodosVerem: A foto mostra uma mulher com casaco claro e colar grande a sorrir diante de um microfone com as mãos levantadas perto do rosto.Vale a Conversa
O podcast estreou em 20 de julho e integra a estratégia da Univali de aproximar a produção acadêmica de temas presentes no cotidiano e nos debates da sociedade.
Com episódios quinzenais e nove edições previstas para a primeira temporada, o Vale a Conversa já abordou temas como aprendizagem ao longo da vida, os efeitos das telas na primeira infância e a cultura do cancelamento na internet.
O sétimo episódio da primeira temporada do Vale a Conversa fica disponível a partir de segunda (12) no YouTube e no Spotify da Univali. Produzido pelas gerências de Marketing e Comunicação e de Rádio e TV, com apoio da Escola de Negócios, Educação e Comunicação (Enec), o podcast também integra a programação da Univali TV (Canal 18.1).























