CAP-TEA de Tijucas e Univali impulsionam inovação clínica com jogo terapêutico para adolescentes
Recurso “Desenrola” amplia práticas no atendimento especializado em saúde pública

Foto: Karine Gerlach | #PraTodosVerem: Foto da fachada da unidade com painel informativo e bandeiras da Univali em um jardim.A Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e o Centro de Atendimento à Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CAP-TEA) de Tijucas incorporam ao atendimento clínico um novo recurso terapêutico voltado a adolescentes: o jogo “Desenrola”, desenvolvido pela neuropsicóloga Débora Santiago, colaboradora da unidade. A iniciativa integra práticas de avaliação e intervenção que já alcançam mais de 1.000 atendimentos no primeiro mês de operação do centro.
#PraTodosVerem: A imagem mostra um tabuleiro de jogo em formato de espiral com pinos coloridos e um dado.O jogo é utilizado em contexto clínico com foco no desenvolvimento emocional, na comunicação e no manejo de demandas do cotidiano entre adolescentes em acompanhamento terapêutico.
A atuação da profissional se soma a um conjunto de estratégias clínicas desenvolvidas por ela de forma independente e aplicadas diretamente nos atendimentos. Entre elas está também o jogo “Xá Comigo”, criado por Débora no ano anterior com o mesmo público-alvo, além de duas publicações voltadas à psicologia infantil e ao acompanhamento de adolescentes. Os materiais são utilizados como apoio terapêutico e integram o repertório técnico aplicado pela equipe.
#PraTodosVerem: A imagem mostra a capa de uma caixa de jogo de tabuleiro chamado "Desenrola", voltada para habilidades sociais.“A construção de recursos acessíveis amplia a comunicação com adolescentes em processo terapêutico e qualifica a condução clínica em situações do cotidiano”, afirma a neuropsicóloga.
A inserção de ferramentas autorais ocorre em um cenário de expansão do atendimento especializado. O CAP-TEA de Tijucas registra, em seu primeiro mês, o acolhimento de 100 famílias, com realização de avaliações individuais, elaboração de planos terapêuticos e acompanhamento contínuo do desenvolvimento dos pacientes. A equipe reúne 30 profissionais de diferentes áreas, como psicologia, fisioterapia e terapia ocupacional.
Foto: Karine Gerlach | #PraTodosVerem: Foto de um grupo de pessoas reunidas para o descerramento de uma placa inaugural.Sob responsabilidade técnica do professor Rafael Silva Fontenelle e coordenação do professor Emmanuel de Alvarenga Panizzi, ambos da Univali, o centro segue um modelo já implementado em Itapema, onde a unidade alcançou 97,3% de aprovação das famílias atendidas em cinco meses de operação.
Rede pública e acesso regulado
O acesso ao CAP-TEA de Tijucas ocorre exclusivamente por encaminhamento das Unidades Básicas de Saúde (UBS). O atendimento é destinado a crianças de 0 a 12 anos, conforme critérios técnicos definidos pelo sistema municipal de saúde.
A unidade funciona das 7h às 19h e está instalada ao lado do Casarão Gallotti, integrando a estrutura pública de atendimento especializado no município.
Foto: Karine Gerlach | #PraTodosVerem: Foto de uma sala de terapia colorida com mesas, cadeiras infantis e equipamentos de estimulação.Contexto e expansão regional
O modelo CAP-TEA implementado pela Univali se apoia em décadas de atuação da universidade em serviços vinculados ao Ministério da Saúde. A expansão para Tijucas amplia a rede de atendimento no litoral catarinense e fortalece a articulação entre gestão pública e conhecimento científico.
O Transtorno do Espectro Autista demanda acompanhamento contínuo e estruturado. Centros especializados contribuem para ampliar o acesso, reduzir desigualdades regionais e qualificar políticas públicas de cuidado. Nesse cenário, iniciativas clínicas como o desenvolvimento de recursos terapêuticos autorais passam a integrar um ecossistema mais amplo de atendimento e formação profissional.
#PraTodosVerem: A imagem mostra quatro cartas do jogo com diferentes perguntas, desafios e situações sociais.


