Univali apresenta uso de peças fresh frozen em congresso nacional de anatomia
Palestra no 3º Coavap aborda inovação no ensino médico-cirúrgico e aproximação com práticas de simulação avançada

Foto: Arquivo Pessoal | #PraTodosVerem: Foto de um grupo de pessoas em primeiro plano em um auditório com bastante público ao fundo.No 3º Congresso de Anatomia do Vale do Paraíba (Coavap), o professor de Anatomia, Neuroanatomia e Medicina da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Fábio Aureliano Rafael, ministrou a palestra “A utilização de cadáveres fresh frozen – uma experiência inovadora no Brasil”.
Na ocasião, o uso de peças anatômicas fresh frozen foi apresentado como técnica aplicada ao ensino médico-cirúrgico em ambientes de simulação avançada, com destaque para a preservação de textura, elasticidade e integridade em comparação a métodos tradicionais de conservação.
Foto: Arquivo Pessoal | #PraTodosVerem: Foto de um homem em primeiro plano ao lado de uma tela de projeção em um congresso.“Trata-se de uma metodologia internacional que substitui o formaldeído por tecidos congelados que amplia a precisão do aprendizado anatômico e aproxima o estudante das condições reais de prática cirúrgica, com preservação mais fiel das estruturas, relações anatômicas e elasticidade do corpo humano”, afirmou o docente durante a apresentação.
O evento, realizado entre 28 e 30 de maio, em Pindamonhangaba (SP), reuniu estudantes, professores, pesquisadores e profissionais das áreas da saúde em uma programação voltada à anatomia humana e veterinária, anatomia clínica e cirúrgica, anatomia radiológica e educação em morfologia.
Foto: Arquivo Pessoal | #PraTodosVerem: Foto de um homem em pé em frente a um grande banner promocional verde em um congresso.Durante o congresso, o Be Lab: anatomical training também foi apresentado à comunidade acadêmica. Em fase final de implantação no Sapiens Parque, em Florianópolis, o laboratório integra iniciativas voltadas à formação prática em saúde com uso de peças anatômicas preservadas por congelamento.
“A inserção do projeto no principal fórum de morfologia da região conecta o ecossistema de inovação catarinense às principais demandas de formação em saúde do Brasil. Nossa proposta eleva o padrão de treinamento em anatomia e fortalece a formação prática em saúde com base em rigor técnico”, destaca o diretor do Be Lab, professor Gustavo Coura.
O movimento ocorre em paralelo à projeção internacional da marca, após os professores Gustavo Coura e Bruno Mello apresentarem o Univali Be Lab: anatomical training ao mercado global na Hospitalar 2026, maior feira de saúde da América Latina.
Avanço tecnológico na formação médica
O modelo exposto pela universidade redefine a prática de procedimentos invasivos antes da etapa clínica. Ao manter as propriedades físicas do tecido vivo, a estrutura atrai o interesse de pesquisadores e consolida parcerias estratégicas para o desenvolvimento de metodologias de alta fidelidade.
“O mercado nacional busca soluções que unam segurança e realismo extremo. Levar a experiência da Univali para o debate científico acelera nossa integração com centros de excelência e confirma que o caminho escolhido para Florianópolis atende aos mais rigorosos padrões internacionais de capacitação cirúrgica”, aponta Rafael.
A agenda do congresso, que reuniu a comunidade acadêmica em torno de workshops e inovação tecnológica, serve de vitrine para a infraestrutura que a Univali finaliza no norte da Ilha de Santa Catarina. O espaço é planejado para funcionar como um polo de especialização médica de alta performance.
Durante todo o evento, os profissionais e estudantes presentes puderam visitar a Expo Plast – Exposição de Plastinação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), composta por peças que evidenciam o avanço das metodologias de conservação morfológica.
Foto: Arquivo Pessoal | #PraTodosVerem: Foto de três homens abraçados à frente de uma tela de projeção verde em um congresso.Protagonismo no ecossistema de saúde
A consolidação do Be Lab: anatomical training reflete a estratégia institucional de liderar a interface entre a ciência aplicada e o desenvolvimento social. A estrutura atua diretamente na atração de investimentos em biotecnologia e na retenção de talentos científicos na região.
“A presença da Univali nesse ecossistema científico nacional reforça o papel da instituição como indutora de inovação em saúde. O Be Lab não é apenas um espaço físico no Sapiens Parque, mas um centro avançado de conhecimento que qualifica a prática médica e entrega para a sociedade profissionais preparados para os desafios reais da alta complexidade cirúrgica”, reconhece Coura.
Evolução da conservação anatômica
A busca pela reprodução fiel das estruturas humanas acompanha a evolução das ciências médicas desde o surgimento das primeiras técnicas de fixação química. O cenário ganha um marco tecnológico na década de 1970, na Alemanha, quando o anatomista Gunther von Hagens desenvolve a técnica de plastinação, processo baseado na substituição dos fluidos corporais por polímeros para garantir durabilidade e fidelidade morfológica. A consolidação dos protocolos de congelamento para espécimes fresh frozen marca o estágio atual dessa linha do tempo, priorizando a resposta mecânica real dos tecidos para garantir a precisão cirúrgica.
Saiba mais sobre o Be Lab: anatomical training aqui.



