47 99130-0269

Notícias

GraduaçãoTecnologia

ECA Digital: Univali analisa impacto das novas regras contra a adultização infantil nas redes

Especialista da Univali explica como a nova lei protege crianças no ambiente virtual e redefine a responsabilidade das redes sociais
Thiago Toscani
Thiago Toscani

Desde o dia 17 de março, o cenário digital brasileiro atravessa uma transformação com a entrada em vigor da Lei nº 15.211/2025, o chamado ECA Digital. Inspirada pela repercussão da "Lei Felca", a medida atualiza o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/90) para o universo das redes sociais e jogos online.

ECA Digital Univali analisa impacto das novas regras contra a adultização infantil nas redes.jpgCrédito: iStock - Yuliya Taba #ParaTodosVerem: imagem mostra silhueta de uma pessoa segurando um smartphone

Para entender como essa mudança afeta o dia a dia das famílias e a responsabilidade das empresas de tecnologia, o curso de Direito da Univali traz análises sobre o novo cenário jurídico. Segundo o professor Walter Amaro Baldi, do campus de Balneário Camboriú, a nova lei estabelece um regime de responsabilidade compartilhada.

"A grande transformação é que as plataformas digitais agora passam a ser corresponsáveis pelos danos causados em suas redes. A proteção da integridade do menor deve prevalecer sobre qualquer interesse comercial das Big Techs", explica o professor Baldi.

Segurança sem vigilância excessiva

Um dos pontos centrais é barrar a adultização — quando crianças são induzidas a comportamentos típicos de adultos para gerar engajamento e monetização. Outra dúvida comum é como as redes vão conferir a idade dos usuários sem expor dados sensíveis.

O especialista da Univali esclarece que a diretriz não prevê a criação de bancos de dados com documentos ou biometria, mas sim o uso de criptografia e verificação anônima.

"O objetivo é que o sistema valide a idade permitida como uma 'chave de acesso', sem precisar guardar a identidade do usuário para sempre", pontua o docente.

O papel do Direito e a formação na Univali

Com a nova lei, mecanismos que viciam o usuário, como notificações infinitas e recompensas por curtidas, passam a ser vistos como riscos à saúde mental. Atenta a essa realidade, a Univali tem modernizado seu currículo para formar juristas preparados para os novos crimes cibernéticos.

À frente do projeto de extensão Protejá: Violência contra Criança e Adolescente é Crime, no campus de Balneário Camboriú, o professor Walter Baldi destaca que a instituição atua na vanguarda da prevenção integrando o ordenamento jurídico tradicional ao enfrentamento dos novos crimes cibernéticos.

"O advogado de hoje precisa saber orientar as famílias e as instituições na construção de ambientes virtuais seguros", conclui.

Acesse

Conheça mais sobre o curso de Direito da Univali oferecido no campus de Balneário Camboriú.

Outras notícias sobre Graduação e Tecnologia

Sala de

Imprensa

Fale com nossa equipe, consulte nosso guia de fontes ou se inscreva para receber nossas notícias no seu e-mail.

Saiba mais