Pesquisa da Univali oferece subsídios para o futuro da importação em SC
Emprego ligado à cadeia de importação quase dobrou em SC entre 2018 e 2025, aponta estudo apresentado nesta quinta, 22

Foto: Kauana Amine | #PraTodosVerem: Foto de um painel de discussão com pessoas sentadas no palco diante de um grupo de pessoas na plateia.O emprego formal em atividades de armazenagem e apoio ao transporte, diretamente relacionadas à cadeia de importação, passou de 19.669 postos de trabalho, em 2018, para 39.661, em 2025, em Santa Catarina. O dado integra o relatório ‘Impactos da Reforma Tributária nas Empresas Importadoras de Santa Catarina’, elaborado pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali) a pedido da Aliança Brasileira dos Importadores Varejistas e Atacadistas (Abiva).
O estudo foi divulgado publicamente nesta quinta-feira (22), durante um painel sobre os impactos da reforma tributária nas empresas importadoras de Santa Catarina, parte da programação do Ciência & Negócios 2026, evento promovido pela Univali no Elume Centro Regional de Inovação, em Itajaí. Organizado pelo Programa de Mestrado Profissional em Administração – Gestão, Internacionalização e Logística (PMPGIL), o encontro reuniu pesquisadores, executivos e representantes de instituições públicas e privadas para discutir desafios da competitividade empresarial.
A pesquisa analisa a evolução do setor e reúne dados econômicos e entrevistas com empresários, gestores e especialistas para compreender como a reforma tributária poderá influenciar empresas importadoras, atividades logísticas e competitividade catarinense.
“Os resultados oferecem subsídios para planejamento empresarial e formulação de políticas públicas durante a transição para o novo sistema tributário”, afirmou o diretor de Administração Tributária da Secretaria de Estado da Fazenda, Dilson Jiroo Takeyama, durante apresentação exclusiva do relatório ao governo estadual, na segunda-feira (19), que contou com a condução dos professores Jeferson Lana, do Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGA) da Univali, e Gustavo Behling, do PMPGIL, apresentaram o estudo à Secretaria. Também participou da reunião o secretário estadual da Fazenda, Cleverson Siewert.
Além do crescimento do emprego, a pesquisa identificou que Santa Catarina passou da terceira para a segunda posição nacional no saldo comercial interestadual entre 2018 e 2025, quando atingiu R$ 320,2 bilhões. O indicador representa a diferença entre os valores das mercadorias que o Estado vende e compra de outras unidades da Federação.
Foto: Kauana Amine | #PraTodosVerem: Foto de um auditório amplo com um grupo de pessoas sentadas na plateia e um painel ao fundo.Pesquisa combina indicadores e entrevistas
A investigação reúne duas frentes de análise. A etapa quantitativa utiliza dados públicos de fontes como Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), Relação Anual de Informações Sociais (Rais), Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e órgãos estaduais. A etapa qualitativa inclui entrevistas semiestruturadas com representantes de empresas importadoras, tradings, operadores logísticos, gestores portuários e especialistas em áreas relacionadas ao comércio exterior.
“O cruzamento das informações permite examinar a relação entre os incentivos fiscais estaduais e o desenvolvimento do ecossistema de importação e logística de Santa Catarina”, observa o coordenador do PMPGIL da Univali e responsável pela condução do estudo, professor Gustavo Behling.
O relatório também considera mudanças previstas na tributação sobre o consumo, especialmente a transição do modelo baseado na origem para a tributação no destino, e as possíveis repercussões para empresas e economia estadual.
Foto: Kauana Amine | #PraTodosVerem: Foto de um auditório com um homem falando ao microfone no palco e um grupo de pessoas sentadas assistindo na plateia.A equipe técnica responsável pelo estudo é formada pelos professores Jeferson Lana, Gustavo Behling e Willian Boschetti Adamczyk, além da doutoranda Camile Rebeca Bruns. O trabalho aproxima a produção acadêmica das demandas do setor produtivo e gestão pública.
Os autores ressaltam que os resultados não constituem previsões definitivas sobre os efeitos da reforma. “A proposta é reunir evidências, percepções e tendências que possam contribuir para análises dos possíveis cenários e planejamento estratégico”, conclui Behling.
Foto: Divulgação | #PraTodosVerem: Foto de um grupo de pessoas em pé lado a lado numa sala, posando em frente a uma tela digital com texto.




















