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Tainha Dourada anuncia os filmes premiados da 15ª edição

Festival da Univali reuniu produções universitárias e profissionais de diferentes regiões do Brasil
Cristina Teresa Santos
Cristina Teresa Santos
Premiação Tainha Dourada 2026 - Fotos Giovanna Weber (60).JPGFoto: Giovanna Weber | #PraTodosVerem: A foto mostra a silhueta de pessoas de costas observando uma projeção em uma tela de fundo iluminada em vermelho.

O Festival Nacional de Cinema Universitário Tainha Dourada anunciou os filmes vencedores da 15ª edição, realizada de 5 a 7 de outubro, em Itajaí. Promovido pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali), o evento premiou produções universitárias e profissionais em categorias que reconhecem aspectos como direção, fotografia, roteiro, edição, atuação e direção de arte, além de trabalhos escolhidos pelo júri popular.

A edição integra as comemorações dos 15 anos do curso de Produção Audiovisual da Universidade e marca uma trajetória de ampliação do festival, que nasceu como mostra acadêmica e passou a receber filmes de outras instituições e produções profissionais. A programação reuniu exibições, oficinas e encontros entre estudantes, realizadores e profissionais do setor.

Premiação Tainha Dourada 2026 - Fotos Giovanna Weber (81).JPGFoto: Giovanna Weber | #PraTodosVerem: A foto mostra um grupo de pessoas em pé alinhadas lado a lado em frente a uma parede clara com luz vermelha.

Os filmes premiados

Entre os destaques está Um Filme de Ficção, dirigido por Fernando Oikawa Garcia como projeto de conclusão de curso na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). A produção recebeu três prêmios: Melhor Direção, Melhor Edição e Melhor Curta Universitário.

Ambientado no interior paulista no final dos anos 1950, o filme acompanha a troca de cartas entre uma garota de um internato católico e um estudante de um colégio técnico agrícola que tentam ir ao cinema local. Seis décadas depois, um neto busca vestígios daquele período e das memórias familiares.

Na categoria de Melhor Fotografia, a vencedora foi Vegetalismás, de Deiviane Ferreira Velho, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Premiação Tainha Dourada 2026 - Fotos Giovanna Weber (79).JPGFoto: Giovanna Weber | #PraTodosVerem: A foto mostra duas mulheres e um homem em pé lado a lado, com a mulher do meio segurando um troféu.

O prêmio de Melhor Ficção ficou com Através de Seus Olhos, curta universitário dirigido por Madu Gomes, da Univali. A história acompanha Eva, uma jovem que convive com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) predominantemente obsessivo e enfrenta conflitos relacionados à moralidade, à religiosidade e aos afetos ao se apaixonar por Laila. O elenco principal reúne Leticia Hering, Sofia Frozza e Sabrina Vianna.

Quando a Noite é Vermelha (2025), documentário dirigido por Caio Marques e Nilton Junior da Silva, da Universidade de São Paulo (USP), recebeu os prêmios de Melhor Documentário e Melhor Curta Universitário Nacional pelo Júri Popular. A produção acompanha um jovem cineasta que se aproxima da cena drag queen de São Paulo e experimenta se montar como drag queen durante uma noite. O filme conta com Nilton Junior da Silva, Mahina Starlight e Alexia Twister.

Ainda na categoria Melhor Documentário, o projeto de extensão Cozinha Cidadã, da Univali, recebeu menção honrosa.

Premiação Tainha Dourada 2026 - Fotos Giovanna Weber (55).JPGFoto: Giovanna Weber | #PraTodosVerem: A foto mostra um grupo de pessoas juntas segurando um troféu com as mãos ao centro.

Na categoria Melhor Direção de Arte, o prêmio foi para ECO, de Pietra Bianco, da FAAP. O reconhecimento de Melhor Roteiro ficou com Cinco, Seis, Sete, Oito (2026), dirigido por Louise Willner, da Universidade Federal Fluminense (UFF). O curta acompanha Juana diante da separação dos pais, explorando a ausência e a tentativa de recuperar os vínculos familiares.

A categoria Melhor Atuação/Elenco premiou Para César, de LP Arruda, da Universidade de Fortaleza (Unifor).


Produções profissionais e cinema catarinense

Na categoria profissional nacional, Velho (2024), dirigido por André Milano, venceu como Melhor Curta Profissional Nacional pelo Júri Popular. Com 15 minutos de duração, a ficção acompanha um homem viúvo e solitário que procura novas formas de ocupar o tempo depois de passar um longo período sozinho em casa. O roteiro é assinado por André Milano e Lucas Gimenez dos Santos, e o elenco principal reúne João Miguel Valencise, Victor de Seixas, Thais Carvalho e Wanessa Morgado.

O prêmio de Melhor Curta Nacional na categoria profissional foi para Os Cravos, escrito e dirigido por Renan Amaral. A trama acompanha Mateus durante uma consulta com a psicóloga Sandra. Ao pedir alta, ele afirma estar pronto para encerrar o tratamento, mas os relatos sobre o tio levantam dúvidas.

Na mesma categoria, o curta-metragem A Vaqueira, a Dançarina e o Porco recebeu menção honrosa como Melhor Curta Nacional na categoria profissional.

Entre as produções catarinenses, Cataventus, dirigido por Sérgio Azevedo e produzido por Betina Azevedo, em coprodução com Café Preto Filmes e BRMX Filmes, recebeu dois reconhecimentos: Melhor Curta Profissional Catarinense pelo Júri Popular e Melhor Curta Catarinense na categoria profissional. O filme acompanha Toninho, um menino de oito anos que enfrenta a ansiedade do primeiro dia em uma nova escola e, no caminho de volta para casa, embarca em uma aventura imaginada com a colega Alice.

O curta universitário Trapézio Azul-Lilás, dirigido por Alessandra Fontanella, da Univali, venceu como Melhor Curta Universitário Catarinense pelo Júri Popular. A obra tem atuação de Julia Fortes e Dânica Lopes, além da participação de Fontanella na equipe.

Premiação Tainha Dourada 2026 - Fotos Giovanna Weber (50).JPGFoto: Giovanna Weber | #PraTodosVerem: A foto mostra um grupo de pessoas em pé segurando um pequeno troféu no centro.

Quinze anos de formação em audiovisual

Criado em 2012 para exibir os trabalhos da primeira turma do curso de Produção Audiovisual da Univali, o Tainha Dourada acompanhou a expansão da formação e produção cinematográfica universitária. A mostra passou a receber filmes de outras instituições, tornou-se competitiva e, em 2025, incorporou categorias profissionais.

Atualmente, o festival contempla quatro modalidades: Curta Universitário Catarinense, Curta Universitário Nacional, Curta Profissional Catarinense e Curta Profissional Nacional. As categorias permitem reconhecer diferentes etapas e contextos de produção, da experiência acadêmica às realizações profissionais.

A 15ª edição do Tainha Dourada foi realizada de 5 a 7 de outubro, no Campus Professor Edison Villela (Itajaí), com programação gratuita aberta à comunidade.


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