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Giana Cervi brilha no coração do Festival de Parintins

Docente catarinense integra júri da maior ópera popular do mundo
Cristina Teresa Santos
Cristina Teresa Santos
Giana_Parintins_colagem.pngFotos: Acervo Pessoal | #PraTodosVerem: Colagem de cinco fotos mostrando uma mulher sorridente em diferentes pontos de uma arena vazia de festival e perto de um grande painel impresso.

A cidade de Parintins, no Amazonas, foi palco de um dos momentos mais marcantes da trajetória profissional da cantora, compositora e gestora cultural Giana Cervi. Gerente de Arte e Cultura da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e professora, Giana integrou a comissão nacional de jurados que definiu a vitória do Boi Caprichoso no 59º Festival Folclórico de Parintins, encerrado nesta segunda-feira (29), no Amazonas.

Selecionada em um processo que reuniu outros nove especialistas de diferentes estados, a docente acompanhou de perto as três noites de apresentação no Bumbódromo, conectando a experiência cultural catarinense às ricas tradições da Amazônia.

“Nem nos meus sonhos mais ousados imaginei viver um momento como esse”, relatou.
Boi Caprichoso na 1ª noite do Festival de Parintins 2026 — Foto Divulgação Caprichoso.pngFoto: Divulgação Caprichoso | #PraTodosVerem: Imagem de uma apresentação cultural festiva em um palco com um grupo de pessoas fantasiadas e a representação de um boi preto com chifres decorados em destaque.

Projeção mundial

Poucos eventos traduzem a dimensão da cultura popular brasileira como o Festival de Parintins, conhecido como a maior ópera popular do mundo. A participação de Giana na comissão avaliadora representa um reconhecimento construído ao longo de mais de 30 anos de atuação nas áreas da música, arte e gestão cultural, reforçando a presença da Univali nos grandes palcos da cultura nacional.

“Música, dança, artes visuais, cenografia, narrativas tradicionais e saberes amazônicos compõem um espetáculo que movimenta a economia criativa, fortalece identidades coletivas e projeta a cultura brasileira para o mundo”, disse a gestora.

Sob a coordenação do presidente da comissão, Flávio Lago Perrucci (gerente da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo), a banca dividiu-se em frentes específicas para avaliar o espetáculo. Giana compartilhou a responsabilidade do bloco musical com o trombonista Giovani Alves Loner e o contrabaixista José Alexandre Carvalho, atuando ao lado de pesquisadores de instituições como a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e a Universidade Federal do Ceará (UFC).

Giana_Parintins 06.jpegFoto: Acervo Pessoal | #PraTodosVerem: Foto em plano detalhe de uma mulher sorrindo, usando óculos de sol e um capacete de proteção vermelho, com alegorias carnavalescas coloridas ao fundo.
“Foi uma grande oportunidade de aprendizado, escuta, observação e contato com uma manifestação cultural que emociona o país. Expresso minha gratidão à Univali, universidade que acredita, investe, fomenta a cultura e cria oportunidades para que seus profissionais alcancem novos horizontes”, concluiu. Em um evento que mobiliza artistas, pesquisadores, criadores, comunidades inteiras e milhares de espectadores, Giana ocupou um espaço reservado a profissionais com trajetória consolidada e capacidade de análise em diferentes linguagens artísticas.

O impacto da tradição na Ilha de Tupinambarana

Fundado oficialmente em 1965, o Festival Folclórico de Parintins transformou a dinâmica socioeconômica e cultural da Amazônia, tornando-se uma das maiores expressões de teatro de arena do planeta. A disputa anual entre o Boi Caprichoso e o Boi Garantido atrai fluxos turísticos internacionais e exige um corpo técnico de julgamento com absoluto domínio estratégico sobre folclore, música instrumental, cenografia e indumentárias.



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