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Pesquisa orientada na Univali sobre tecnologia assistiva recebe dois prêmios nacionais

Inspirado em cubo mágico, projeto amplia possibilidades de aprendizagem de crianças com deficiência, inclusive as com limitações motoras
Cristina Teresa Santos
Cristina Teresa Santos
Cubito_Erica.jpegFoto: Acervo Pessoal | #PraTodosVerem: Foto de uma mulher de óculos e blusa clara segurando certificados em pé diante de uma parede azul com inscrições e uma ilustração dourada em formato de cérebro.

Uma tecnologia assistiva desenvolvida pela professora Érica Garcia Silveira Gonçalves, pedagoga da rede municipal de ensino de Brusque e mestranda em Educação da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), recebeu dois prêmios nacionais no último sábado (24), durante o 4º Congresso Brasileiro de Neuropsicopedagogia, em Florianópolis, SC.

O projeto, criado para ampliar a aprendizagem, interação e participação de crianças com deficiência, incluindo aquelas com limitações motoras decorrentes de AVC e paralisia cerebral, conquistou o prêmio de Melhor Trabalho Científico e Menção Honrosa do Prêmio Rita Russo.

Cubito 01.pngFoto: Acervo Pessoal | #PraTodosVerem: oto de duas pessoas em uma mesa, uma apontando para a tela de um computador portátil ao lado de um cubo mágico grande.

Além de Érica, Daniela Bianchessi, Everton Odisi e Alejandro Rafael Garcia Ramirez, professor e pesquisador da Univali que orienta a pesquisa, assinam o artigo premiado no congresso: “Da experiência com o Cubo de Rubik ao desenvolvimento de uma tecnologia assistiva para participação”.


Pesquisa aplicada à inclusão

Idealizado por Érica, o projeto ‘Cubito: Tecnologia que Inclui’ passou a ser objeto de pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Univali, com bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Sob orientação do professor Alejandro Rafael Garcia Ramirez, que além do PPGE também atua no Programa de Pós-Graduação em Computação Aplicada (PPGCA), a pesquisa busca aprofundar a fundamentação científica e contribuir para o aprimoramento da tecnologia assistiva, ampliando suas possibilidades de aplicação na educação inclusiva.

Cubito 02.pngFoto: Acervo Pessoal | #PraTodosVerem: Foto de uma criança sentada em frente a uma mesa com um computador portátil e um cubo mágico grande personalizado.
“Este trabalho nasceu da experiência, ganhou força na pesquisa e segue vivo no desejo de construir uma educação cada vez mais inclusiva, acessível e participativa”, afirma Erica.

Para o professor Ramirez, o projeto evidencia como a pesquisa em Educação pode contribuir para o desenvolvimento de soluções voltadas a necessidades concretas.

“A pesquisa permite transformar a experiência da Erica em conhecimento e explorar como a tecnologia pode contribuir para práticas educacionais mais inclusivas”, observa.

Reconhecimento à inovação

Esta não é a primeira conquista do projeto. Em novembro de 2025, o Cubito conquistou o terceiro lugar na categoria Produtos e Serviços do 8º Prêmio Univali de Inovação. Na época, o projeto já estava presente em 24 escolas de ensino fundamental de Brusque e havia chegado ao terceiro protótipo. Inspirado no cubo de Rubik, o robô incorporou conexão Bluetooth, materiais acessíveis e software brasileiro para facilitar sua utilização no ambiente escolar.


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