Pesquisa orientada na Univali sobre tecnologia assistiva recebe dois prêmios nacionais
Inspirado em cubo mágico, projeto amplia possibilidades de aprendizagem de crianças com deficiência, inclusive as com limitações motoras

Foto: Acervo Pessoal | #PraTodosVerem: Foto de uma mulher de óculos e blusa clara segurando certificados em pé diante de uma parede azul com inscrições e uma ilustração dourada em formato de cérebro.Uma tecnologia assistiva desenvolvida pela professora Érica Garcia Silveira Gonçalves, pedagoga da rede municipal de ensino de Brusque e mestranda em Educação da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), recebeu dois prêmios nacionais no último sábado (24), durante o 4º Congresso Brasileiro de Neuropsicopedagogia, em Florianópolis, SC.
O projeto, criado para ampliar a aprendizagem, interação e participação de crianças com deficiência, incluindo aquelas com limitações motoras decorrentes de AVC e paralisia cerebral, conquistou o prêmio de Melhor Trabalho Científico e Menção Honrosa do Prêmio Rita Russo.
Foto: Acervo Pessoal | #PraTodosVerem: oto de duas pessoas em uma mesa, uma apontando para a tela de um computador portátil ao lado de um cubo mágico grande.Além de Érica, Daniela Bianchessi, Everton Odisi e Alejandro Rafael Garcia Ramirez, professor e pesquisador da Univali que orienta a pesquisa, assinam o artigo premiado no congresso: “Da experiência com o Cubo de Rubik ao desenvolvimento de uma tecnologia assistiva para participação”.
Pesquisa aplicada à inclusão
Idealizado por Érica, o projeto ‘Cubito: Tecnologia que Inclui’ passou a ser objeto de pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Univali, com bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Sob orientação do professor Alejandro Rafael Garcia Ramirez, que além do PPGE também atua no Programa de Pós-Graduação em Computação Aplicada (PPGCA), a pesquisa busca aprofundar a fundamentação científica e contribuir para o aprimoramento da tecnologia assistiva, ampliando suas possibilidades de aplicação na educação inclusiva.
Foto: Acervo Pessoal | #PraTodosVerem: Foto de uma criança sentada em frente a uma mesa com um computador portátil e um cubo mágico grande personalizado.“Este trabalho nasceu da experiência, ganhou força na pesquisa e segue vivo no desejo de construir uma educação cada vez mais inclusiva, acessível e participativa”, afirma Erica.
Para o professor Ramirez, o projeto evidencia como a pesquisa em Educação pode contribuir para o desenvolvimento de soluções voltadas a necessidades concretas.
“A pesquisa permite transformar a experiência da Erica em conhecimento e explorar como a tecnologia pode contribuir para práticas educacionais mais inclusivas”, observa.
Reconhecimento à inovação
Esta não é a primeira conquista do projeto. Em novembro de 2025, o Cubito conquistou o terceiro lugar na categoria Produtos e Serviços do 8º Prêmio Univali de Inovação. Na época, o projeto já estava presente em 24 escolas de ensino fundamental de Brusque e havia chegado ao terceiro protótipo. Inspirado no cubo de Rubik, o robô incorporou conexão Bluetooth, materiais acessíveis e software brasileiro para facilitar sua utilização no ambiente escolar.





















