Univali leva projetos de pesca e aquicultura à Expomar 2026
Impactos do El Niño na indústria pesqueira será outro tema abordado no evento

A Universidade do Vale do Itajaí (Univali) participa de mais uma edição da Expomar - Pesca, Maricultura & Logística. O evento, que reúne congresso internacional, feira de negócios e simpósios voltados à pesca, aquicultura e maricultura, acontece de 24 a 26 de junho, em Itajaí (SC). A programação ocorre no Centreventos Governador Luiz Henrique da Silveira.
Em 2026, além de atividades vinculadas ao curso de Gastronomia, a Univali marca presença por intermédio do Museu Oceanográfico Univali (Movi), do curso de Oceanografia, e com apresentações de dados, pesquisas e experimentos relacionados às áreas da pesca e maricultura.
Foto: Dales Hoeckesfeld #ParaTodosVerem: Fotografia mostra visitantes circulando pelos corredores da feira entre estandes expositivos. Ao centro, há grupo de pessoas conversando.Na ocasião, pesquisadores da Escola Politécnica da Univali vão participar de sessões temáticas e mesas redondas, aonde serão discutidos temas associados ao cultivo integrado de espécies aquáticas, cultivo de ouriços, pepinos do mar, peixes marinhos, cadeia produtiva das macroalgas, ordenamento e monitoramento ambiental em áreas de cultivo e fatores que, no último verão, influenciaram na mortalidade de ostras em Santa Catarina.
Na tarde de sexta (26), também será realizada uma sessão especial na qual serão apresentadas experiências e iniciativas consideradas referências na melhoria da renda dos maricultores catarinenses.
Os possíveis efeitos do El Niño sobre a pesca industrial e informações sobre um projeto que monitora o habitat da sardinha e do atum, espécies que são matéria-prima base na indústria do pescado regional, também serão temas nos simpósios temáticos da Expomar 2026.
Case cultivo integrado
Um dos destaques na programação, dedicada exclusivamente à maricultura, será a apresentação dos resultados dos cultivos multitróficos e integrados que foram realizados, em 2025, no parque aquícola da Enseada do Itapocorói, em Penha (SC). A atividade está agendada para sexta (26), às 8h30, sendo conduzida pelo professor Gilberto Manzoni.
Foto: Dales Hoeckesfeld #ParaTodosVerem: Fotografia mostra palco de evento com duas pessoas à frente da plateia. Uma delas fala ao púlpito enquanto a outra realiza interpretação em Libras. Ao fundo, há telas com as marcas da Univali e da Expomar.O pesquisador da Univali explica que neste tipo de aquicultura várias espécies aquáticas são cultivadas no mesmo sistema de produção, na expectativa de melhorar a eficiência produtiva associada à redução dos resíduos da atividade. No caso de Penha, a produção incluiu macroalgas, mexilhões, sardinhas e pepinos do mar.
Manzoni destaca que o experimento contou com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), via Chamada Pública nº 12/2022 - Cooperação Internacional em Ciência, Tecnologia e Inovação e Convênios Bilaterais – Programa Fapesc Abroad).
“A ação foi realizada em parceria com o Laboratório de Piscicultura Marinha da UFSC e também integra o Projeto Blueboost, que reúne pesquisadores da comunidade europeia. O objetivo é verificar a viabilidade do cultivo multitrófico com espécies de baixo nível trófico, minimizando assim o impacto ambiental dos cultivos e estimulando ações que promovam o desenvolvimento de uma economia azul na aquicultura.”, complementa o pesquisador da Univali.
O docente ressalta que a participação na Expomar é uma excelente oportunidade para discutir temas associados à cadeia produtiva da maricultura e da pesca, assim como promover e fortalecer o intercambio técnico cientifico com pesquisadores, produtores, entidades governamentais e prestadores de serviços envolvidos no cultivo de organismos marinhos.
Pesca industrial
Além disso, a Univali também levará à Expomar 2026 informações relacionadas ao projeto Sat-Sar (Monitoramento do ambiente oceanográfico da sardinha-verdadeira e do bonito-listrado), relacionado à indústria da pesca na região. A iniciativa consiste na coleta de dados no Oceano Atlântico para subsidiar a atividade pesqueira.
As informações de base científica, coletadas diariamente, permitem identificar as áreas com maior potencial para a ocorrência de sardinha-verdadeira e bonito-listrado, filtradas a partir da correlação entre as capturas da frota e condicionantes ambientais nas respectivas áreas de pesca.
“Este projeto realiza o monitoramento do habitat das duas principais espécies que desembarcam aqui em Itajaí, que são a sardinha e o atum bonito-listrado, matéria-prima essencial para indústrias da região. Durante a Expomar nós vamos explicar como fizemos para identificar as áreas de captura dessas espécies no oceano”, adianta o professor Paulo Ricardo Schwingel.
Outro ponto que será abordado ao longo do evento é sobre os possíveis efeitos do fenômeno climático El Niño sobre a captura das espécies citadas.
“A perspectiva de termos um El Niño muito forte, ao fim deste ano, tem preocupado o setor pesqueiro. Sabemos que o efeito desse fenômeno já provocou quedas substanciais em termos de captura dessas espécies. Então, durante o evento, vamos falar sobre como estão as previsões e a escala em que o fenômeno vai se encontrar no período de virada de ano.”, conta Schwingel.
Saiba mais
A Expomar é promovida pelo IFC Brasil (International Fish Congress & Fish Expo Brasil), com correalização do Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região (Sindipi), Prefeitura de Itajaí e Univali, além do apoio de instituições de ensino e pesquisa.
Foto: Dales Hoeckesfeld #ParaTodosVerem: Fotografia mostra estande da Univali com painéis sobre cultivo de peixes marinhos e monitoramento ambiental. Ao fundo, há banners institucionais e imagem de área costeira.Para saber mais sobre o evento, acesse expomar.com.br.


