Antonieta de Barros inspira liga acadêmica dos cursos de Comunicação da Univali
Iniciativa de estudantes de Jornalismo, Publicidade e Audiovisual articula formação, pesquisa e extensão

Foto: Reprodução da Internet | #PraTodosVerem: Foto em preto e branco de busto, mostrando uma mulher negra com cabelo curto e óculos de grau, vestindo uma peça com gola V e, por cima, um casaco/paletó abotoado de tecido texturizado.A primeira mulher negra eleita para um cargo parlamentar no Brasil dá nome à mais nova iniciativa criada por estudantes de Comunicação da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). A Liga Acadêmica Antonieta de Barros (LAAB) reúne acadêmicos de Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Produção Audiovisual em uma proposta que busca estimular a criação de projetos a partir de interesses e demandas compartilhados entre os três cursos, a produção e divulgação de conhecimento científico e a participação em projetos da universidade junto à comunidade.
Catarinense, educadora, jornalista e escritora, Antonieta de Barros dedicou sua atuação à educação e democratização do conhecimento. A homenagem se conecta à proposta da liga, que articula ensino, pesquisa e extensão e encontra em sua trajetória referências para a valorização da inclusão, do pensamento crítico, da responsabilidade social e do papel da Comunicação na sociedade. A iniciativa também amplia o espaço dos estudantes na definição de atividades relacionadas à própria formação.
Foto: Divulgação | #PraTodosVerem: Foto de um grupo de pessoas em pé lado a lado sorrindo em um ambiente interno próximo a uma parede branca decorada com cartazes.“Nosso objetivo é melhorar a interação entre alunos dos diferentes cursos da Comunicação, já que, muitas vezes, nem conhecemos as demandas e dificuldades uns dos outros. Por isso, queremos aproximar os estudantes, criar mais conexão entre os cursos e contribuir para melhorias na vida acadêmica da nossa área”, explica a presidente da LAAB, a acadêmica Luiza Kramer.
Além de Luiza na presidência, a gestão da LAAB é formada pelos acadêmicos Luiz Lerner, diretor executivo; Ana Júlia Duarte de Camargo, secretária-geral; e Manuela Freire, tesoureira. A supervisão é da professora doutora Vera Lucia Sommer.
Durante apresentação aos coordenadores dos cursos de Comunicação, os professores Robson Freire e Daniella Cristina Rebelo, realizada na última semana, a diretoria da liga ressaltou o potencial da iniciativa para transformar a participação dos estudantes em uma prática permanente de construção da própria experiência universitária.
Foto: Divulgação | #PraTodosVerem: Foto de um grupo de pessoas sorrindo sentadas ao redor de uma mesa de reunião retangular de madeira clara em um escritório.Uma trajetória de educação e comunicação
Antonieta de Barros nasceu em Florianópolis e formou-se pela Escola Normal em 1921. Professora, fundou seu próprio curso de alfabetização, voltado a adultos e trabalhadores, e contribuiu com jornais como O Estado e A Semana, usando o pseudônimo Maria da Ilha. Suas crônicas abordavam os direitos das mulheres e a defesa do ensino público em uma sociedade que ainda resistia à presença de uma mulher negra no debate intelectual, mas que não conseguia ignorar a força de seus argumentos sobre os direitos femininos e a urgência do ensino público.
Em 1934, foi eleita deputada estadual e tornou-se a primeira mulher negra a ocupar um mandato parlamentar no Brasil. Na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, defendeu pautas relacionadas à educação e ao magistério. Entre suas iniciativas está a lei estadual que instituiu o Dia do Professor, celebrado em 15 de outubro, reconhecimento que, anos depois, ganharia escala nacional.
Filha de Catarina, uma lavadeira que transformou a própria casa em pensão para financiar os livros das filhas, Antonieta construiu sua trajetória em um Brasil pós-abolição, marcado por desigualdades que alcançavam também o acesso à educação. A estrutura que ela ergueu em Florianópolis permanece como referência para a educação catarinense.
Em 2019, um mural de 32 metros de altura por nove de largura passou a ocupar a rua Tenente Silveira, no centro da capital catarinense, em homenagem à professora, jornalista e política. A obra foi produzida pelos artistas Thiago Valdi, Tuane Ferreira e Gugie e levou dez dias para ser concluída.
Antonieta morreu em 28 de março de 1952, aos 50 anos.
Foto: Prefeitura de Florianópolis / Divulgação | #PraTodosVerem: Foto do exterior de um prédio urbano destacando uma pintura mural vertical com o retrato de uma mulher em tons de roxo e rosa em sua fachada.Protagonismo acadêmico
A criação da Liga Acadêmica Antonieta de Barros começou a tomar forma durante o Intercom Sul, realizado em junho deste ano, em Toledo (PR), a partir da integração entre estudantes e professores de Comunicação da Univali que participaram do evento regional.
Foto: Divulgação | #PraTodosVerem: Foto de um grupo de pessoas posando sorrindo em uma área gramada ao lado de um lago, com edifícios ao fundo.A iniciativa está aberta à participação de alunos interessados em ampliar sua formação por meio de atividades acadêmicas e extensionistas.
- Conheça e acompanhe a Liga Acadêmica Antonieta de Barros: @laab.univali




















