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Pesquisadores apresentam resultados preliminares de pesquisa para controle do Maruim

Estudo envolve equipes de três universidades
Roberta Ramos
Roberta Ramos

Pesquisadores da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), da Universidade Federal do Amapá (Unifap) e da Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó) apresentaram os primeiros resultados da pesquisa: Avaliação do potencial de plantas medicinais selecionadas para controle e mitigação dos impactos causados pelo mosquito Maruim em Santa Catarina.

O estudo foi aprovado na Chamada Pública nº 36/2024 da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). O objetivo do edital foi a seleção de projetos para a investigação, o desenvolvimento de medidas de controle sustentáveis e o monitoramento da superpopulação do mosquito no Estado.

Nesta terça-feira, 6, a Univali sediou a primeira reunião presencial do grupo de pesquisa. A instituição apresentou os resultados dos estudos de campo realizados no município de Luiz Alves com o apoio de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

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No local, os insetos foram capturados por redes e expostos aos extratos elaborados com folhas, cascas e frutos de diferentes plantas. Os primeiros testes apontam resultados promissores à exposição de duas espécies avaliadas.

“Nós selecionamos plantas que já têm algum efeito antimicrobiano ou inseticida descrito na literatura e que já tivessem sido pesquisadas em algum outro momento por nossas equipes. Estamos muito satisfeitos com os resultados, pois tivemos importantes avanços nos primeiros meses de trabalho e a intenção é, a partir de agora, unir esforços com as universidades parceiras para que tenhamos avanços efetivos no desenvolvimento de uma substância que mitigue os efeitos causados pelo Maruim", explica o coordenador da pesquisa e reitor da Univali, professor Valdir Cechinel Filho.

Nas próximas etapas os pesquisadores da Unifap e da Unochapecó irão iniciar os estudos por meio de simulação computacional com os princípios ativos das plantas selecionadas. A intenção é avaliar o efeito inseticida, repelente, larvicida e antifeedant (inibidor do apetite dos insetos) das duas espécies, a partir da experiência dos pesquisadores no desenvolvimento de substâncias para o combate ao Aedes aegypti.

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A reunião teve a presença dos pesquisadores Valdir Cechinel Filho, Ruth Meri Lucinda da Silva e Ana Paula Meira Sagaz (Univali), Cleydson Breno Santos e Raimundo Nonato Picanço (Unifap) e Walter Roman Júnior (Unochapecó).

Os resultados também serão debatidos nesta quarta-feira, 7, na mesa-redonda Avaliação do potencial de plantas medicinais selecionadas para controle e mitigação dos impactos causados pelos mosquitos Culicoides paraensis (Maruim) e Aedes aegypti, durante o 4º Simpósio Internacional em Investigações Químico-Farmacêuticas na Univali.​

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