47 99130-0269

Notícias

EducaçãoTecnologia

Univali reúne relatos de professores para livro sobre robótica na educação infantil

Chamada recebe experiências com o RoPE até 1º de dezembro; e-book gratuito tem publicação prevista para agosto de 2027
Cristina Teresa Santos
Cristina Teresa Santos
ROPE01.jpegFoto: Divulgação | #PraTodosVerem: Foto de um grupo de crianças ao redor de um objeto de madeira sobre um tapete ilustrado no chão.

A Universidade do Vale do Itajaí (Univali) está reunindo relatos de professores que utilizam o RoPE (Robô Programável Educacional) em atividades pedagógicas com crianças. A chamada integra a produção do livro Brincando de Programar: Relatos de Experiência com uso do RoPE, organizado pelos professores André Luís Alice Raabe, Juliana Bertolazi Simon e Vinicius Hartmann Ferreira. O prazo para envio dos relatos é 1º de dezembro de 2026. A publicação será em formato de e-book, com acesso gratuito à comunidade educacional.

Com apoio da SmartFun Brasil, a iniciativa busca documentar experiências realizadas em diferentes regiões do Brasil, reunindo práticas que mostram como o brinquedo pode ser incorporado ao cotidiano escolar. Podem participar educadores que já tenham desenvolvido atividades com o RoPE, desde uma aula até uma sequência de encontros com as turmas.

Os relatos selecionados integrarão a obra, que será publicada pela Editora Triálogo. A divulgação dos selecionados está prevista para 1º de março de 2027 e o envio dos textos completos deverá ocorrer até 1º de abril. A publicação do e-book está prevista para agosto de 2027.


Brincando com a Lógica de programação

O RoPE é resultado de mais de cinco anos de pesquisas interdisciplinares desenvolvidas no Laboratório de Inovação Tecnológica na Educação (Lite), da Univali. “É um brinquedo programável destinado a crianças a partir dos três anos. O funcionamento é baseado em cinco botões localizados na cabeça do robô: quatro representam as direções — frente, trás, esquerda e direita — e um executa a sequência de movimentos selecionada pela criança”, explica o professor e pesquisador dos programas de pós-graduação em Computação Aplicada (PPGCA) e em Educação (PPGE) da Univali André Raabe, que é coordenador do Lite.

Segundo ele, a programação permite trabalhar conceitos de pensamento computacional, lógica e matemática, incluindo orientação espacial, reconhecimento de trajetórias, rotações, ângulos, formas geométricas e associação entre números e quantidades. As atividades podem ser realizadas com o apoio de tapetes pedagógicos, que propõem desafios e situações lúdicas adaptáveis aos objetivos de aprendizagem.

ROPE03.webpFoto: Divulgação | #PraTodosVerem: A foto mostra cubos de madeira com rostos gravados dispostos ao lado de um tapete com desenhos e letras.
Os sons emitidos pelo brinquedo a cada ação também permitem explorar atividades com crianças com deficiência visual. “A proposta aproxima a programação da experiência concreta de brincar, experimentar comandos e observar os resultados, favorecendo o contato inicial com conceitos relacionados à computação e engenharia”, ressalta Raabe.

Computação integrada ao currículo escolar

A produção de materiais didáticos gratuitos para o ensino de computação faz parte da atuação do professor André Raabe, que lançou, em junho de 2026, um e-book com propostas pedagógicas para integrar a computação ao ensino sem depender de laboratórios específicos.

O livro Computação na Escola: Uma abordagem transversal baseada em projetos, apresenta um referencial curricular desenvolvido a partir de pesquisa com a rede municipal de Balneário Camboriú, com propostas para integrar a computação à Educação Infantil e ao Ensino Fundamental, de forma transversal às disciplinas já existentes. Também reúne atividades de computação desplugada, que trabalham lógica, algoritmos e resolução de problemas sem exigir o uso de computadores, além de disponibilizar um repositório on-line de materiais de apoio para professores.

ROPE02.webpFoto: Divulgação | #PraTodosVerem: A foto mostra uma criança pressionando botões no topo de um cubo de madeira posicionado sobre um tapete com ilustrações.

Dez anos de RoPE nas escolas

Em 2027, o RoPE completa dez anos desde o início de sua distribuição nas escolas de Balneário Camboriú, em uma iniciativa do Lite em parceria com o Ministério Público do município. Em 2018, o brinquedo recebeu fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), contribuindo para o desenvolvimento da tecnologia. Mais de 80 unidades do brinquedo já foram disponibilizadas para escolas da rede pública, ampliando as possibilidades de uso da programação em atividades pedagógicas com crianças.

A iniciativa contempla propostas realizadas dentro e fora da sala de aula, como contação de histórias, resolução de problemas lógicos e aprendizagem de noções espaciais. Antes de utilizar o brinquedo com as turmas, os professores recebem capacitação para explorar seus recursos e planejar atividades de acordo com os objetivos de aprendizagem.

Ao reunir experiências de diferentes escolas, o livro pretende registrar as possibilidades de uso do RoPE em contextos educacionais diversos e compartilhar práticas que possam inspirar outros professores. A chamada também amplia a documentação das experiências desenvolvidas com uma tecnologia educacional criada na Universidade.


Como participar



Outras notícias sobre Educação e Tecnologia

Sala de

Imprensa

Fale com nossa equipe, consulte nosso guia de fontes ou se inscreva para receber nossas notícias no seu e-mail.

Saiba mais